Topo

Artigos

Vercil Rodrigues

Sobre o autor:

Vercil Rodrigues

Advogado. Graduado em História (Licenciatura); Graduado em Ciências Jurídicas (Bacharel); Pós-Graduado (Especialização) em História Regional; Pós-Graduado (Especialização) em Gestão Escolar; Pós-Graduado (Especialização) em Docência do Ensino Superior; Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus; Membro-fundador e Vice-Presidente da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL); Membro-Idealizador e Vice-Presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA); Membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI); autor dos livros Breves Análises Jurídicas e Análises Cotidianas (Direitos Editora) e Diretor-fundador do jornal, revista, site e editora de livros DIREITOS (www.jornaldireitos.com.br). Itabuna – Bahia.


E-Mail: vercil@jornaldireitos.com.br

Direito Imobiliario

Estou pesquisando preço, localidade e custo-benefício da compra de um apartamento e gostaria de saber por que apartamentos em andares mais alto custam mais caro? Virgínia Litiere.

Virginia, segundo dados da Associação dos Dirigentes de Empresas de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi), móveis – especialmente em empreendimentos novos – localizados no primeiro andarcustam, em média, 10% menos se comparados com os que estão no topo. Podendo essa variação, em alguns casos, chegar a 15%. Há divergência quanto aos motivos dos valores serem mais altos, nos casos de andares mais alto, mas a maioria dos especialistas concorda que insegurança, falta de boas vista, calor, muriçoca (principalmente no verão), proximidade com a rua, o asfalto, barulho. Estes são alguns dos fatores que afastam os compradores dos andares mais baixos.
De acordo com o diretor da Ademi, Marcos Vieira Lima, do primeiro para o segundo piso e quando normalmente acontece a maior “flutuação”: entre 4% a 5%, em média.
Indicamos algumas vantagens e desvantagens para facilitar a sua escolha e dos demais leitores que estão com dúvidas. As vantagens são: valorização – segundo dados de especialistas, imóveis localizados no primeiro andar custam, em média 10% menos se comparado com os que estão no topo. Podendo essa variação chegar a 15%. Outra vantagem: vista do horizonte e ventilação – longe do solo e asfalto, e sem a barreira causada por outras edificações, os andares mais altos conferem uma melhor vista e maior ventilação. Silêncio – enquanto os carros não voam, o ruído do trânsito não é um “problema” para quem mora no alto. Lá em cima, só mesmo canto de pássaros e, mesmo assim, não garantido. Uma outra vantagem: status - segundo especialistas, querendo ou não, morar mais alto sempre conferiu um maior status. É como se o morador estivesse por cima. Medo de elevador: para quem tem medo do equipamento, essa é uma das vantagens de morar “baixo”. E por último o valor mais em conta: imóveis no primeiro pavimento custam menos. Elencamos as desvantagens: Calor, andar mais baixo é mais quente pela proximidade com o nível do solo e outras construções. Quem investe em imóveis nos primeiros pavimentos deve ficar atento à posição da unidade, se poente ou nascente. Barulho: têmas conversas dos porteiros, empregados, ruído do trânsito, as brincadeiras das crianças no playground.
Insegurança é outro item. Quem mora em andares baixos relata ter medo de que invasores escalem muros e paredes para invadir a residência. O receio é também de que, entrando pela portaria, eles batam nas primeiras portas. E por último, mosquitos: se chove (no inverno) ou faz calor (no verão), muriçocas costumam buscar abrigo, e quem mora em andar mais baixo, em geral, sofre mais.
Com essas dicas esclarecemos por que andares mais alto do prédio têm valores de preços maiores do que os mais baixos, além disso, sugerimos também que você analise o custo-benefício e a realidade individual de cada um, por exemplo, se você tem filhos, talvez seja melhor morar no primeiro andar, pois fi cará mais próximo do playground e poderá supervisionar as brincadeiras dos rebentos.

© 2017 - Jornal Direitos - Todos os direitos reservados
By inforsis and CL