Topo

Artigos

Vercil Rodrigues

Sobre o autor:

Vercil Rodrigues

Advogado. Graduado em História (Licenciatura); Graduado em Ciências Jurídicas (Bacharel); Pós-Graduado (Especialização) em História Regional; Pós-Graduado (Especialização) em Gestão Escolar; Pós-Graduado (Especialização) em Docência do Ensino Superior; Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus; Membro-fundador e Vice-Presidente da Academia Grapiúna de Letras (AGRAL); Membro-Idealizador e Vice-Presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA); Membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI); autor dos livros Breves Análises Jurídicas e Análises Cotidianas (Direitos Editora) e Diretor-fundador do jornal, revista, site e editora de livros DIREITOS (www.jornaldireitos.com.br). Itabuna – Bahia.


E-Mail: vercil@jornaldireitos.com.br

Consórcio como investimentos

Só é aconselhável esse tipo de compra quando o consorciado não tenha presa, pois demora um pouco mais de tempo para recebe-lo. Pesquisa realizada pela Quorum Brasil a pedido da Associação Brasileira de Administradores de Consórcio (Abac) indica que que pessoas com idade até 29 anos representam, atualmente, 19% dos contratos de consórcios no pais. O sistema de venda de consórcios existe no Brasil desde os anos 1950. Segundo dados da Abac, no primeiro trimestre de 2014, 5,87 milhões de pessoas tinham consórcios no Brasil. Ainda sobre os dados da pesquisa, os homens casados e sem filhos formam a maioria do público com interesse na compra dessa forma. E 71% das pessoas que fazem o consórcio dos imóveis são do sexo masculino.

Desses, 82% são casados. Além disso, 53% do público que adquire o bem por essa forma de compra não tem filhos. O diferencial da compra do consórcio é o planejamento. Geralmente, ele é indicado para quem não tem necessidade imediata em fazer a mudança – já que é necessário aguardar os sorteios para conseguir a carta de crédito para pagar (uma parte ou total) do imóvel. Quando compra um imóvel pelo consórcio acontecem sorteios, promovidos por empresas que administram os consórcios, onde consorciados são contemplados para receber as cartas de crédito. A carta de crédito funciona como uma ordem de faturamento emitida pela administradora, com a qual o consorciado irá adquirir o imóvel de sua escolha. O valor das prestações e do crédito é atualizado a cada 12 meses, contados a partir do mês da assembleia de inauguração do grupo, com base no indica de reajuste do contrato. As pessoas que querem comprar um consórcio imobiliário tem o interesse em fazer essa aquisição de um bem em longo prazo. Foi identificado, por exemplo, que 61% das compras de imóveis são planejados. E com o consórcio não pode ser diferente. Uma pessoa não acorda de um dia para outro e decide “do nada” comprar a cota em um consórcio.

É preciso planejar. Segundo a Abac, por se tratar de autofinanciamento em que os recursos são gerados pelo próprio grupo, o consórcio é a modalidade mais econômica de aquisição de um imóvel. Apropriarmo-nos das palavras do presidente da Abac, Paulo Rossi: “Temos conhecimentos de muitos casos de pessoas que fazem a compra por consórcio para investimento. Hoje no Brasil, inclusive, investir em imóvel por consórcio é a terceira maneira escolhida pelos brasileiros para direcionar seu dinheiro. Mas também há muitas pessoas que compram por consórcio já o seu primeiro imóvel”, destaca. Os especialistas explicam, porém, que antes de decidir comprar o imóvel por essa forma é fundamental que o interessado consulte a idoneidade da empresa administradora. Isso evita prejuízos em longo prazo para não perder dinheiro. Quem faz um consórcio também pode utilizar até 100% do saldo da sua conta do FGTS para ofertar lance, desde que apresente o extrato do Fundo de Garantia à administradora do consórcio. Por exemplo, se o consorciado possuir um consórcio cuja carta de crédito é de R$ 110 mil e quer adquirir um imóvel no valor de R$ 140 mil poderá sacar R$ 30 mil da conta do FGTS para complementar seu crédito.

© 2017 - Jornal Direitos - Todos os direitos reservados
By inforsis and CL