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Vercil Rodrigues

Sobre o autor:

Vercil Rodrigues

Advogado. Pós-graduado em Direito Público e Privado. Membro-fundador da Associação Sul Baiana de Advogados Previdenciaristas (Asbap). Membro-idealizador-fundador e Vice-presidente da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia(Aljusba) e Autor dos livros “Breves Análises Jurídicas, “Dicas de Direito Imobiliário” e “Dicas de Direito Previdenciário” (Direitos Editora). Itabuna – Bahia + 55 (73) 98852 2006 – 99134 5375 e 3613 2545). www.vercilrodrigues.adv.br


E-Mail: vercil@jornaldireitos.com.br

Dicas Imobiliárias

Estou pesquisando preço, localidade e custo-benefício da compra de um apartamento e gostaria de saber por que apartamentos em andares mais alto custam mais caro? Virgínia Litiere.

Virginia, segundo dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi), móveis – especialmente em empreendimentos novos – localizados no primeiro andar custam, em média, 10% menos se comparados com os que estão no topo. Podendo essa variação, em alguns casos, chegar a 15%.

Há divergência quanto aos motivos dos valores serem mais altos, nos casos de andares mais alto, mas a maioria dos especialistas concorda que insegurança, falta de boas vista, calor, muriçoca (principalmente no verão), proximidade com a rua, o asfalto, barulho. Estes são alguns dos fatores que afastam os compradores dos andares mais baixos.

De acordo com o diretor da Ademi, Marcos Vieira Lima, do primeiro para o segundo piso e quando normalmente acontece a maior “flutuação”: entre 4% a 5%, em média.

Indicamos algumas vantagens e desvantagens para facilitar a sua escolha e dos demais leitores que estão com dúvidas. As vantagens são: valorização – segundo dados de especialistas, imóveis localizados no primeiro andar custam, em média 10% menos se comparado com os que estão no topo. Podendo essa variação chegar a 15%. Outra vantagem: vista do horizonte e ventilação – longe do solo e asfalto, e sem a barreira causada por outras edificações, os andares mais altos conferem uma melhor vista e maior ventilação. Silêncio – enquanto os carros não voam, o ruído do trânsito não é um “problema” para quem mora no alto. Lá em cima, só mesmo canto de pássaros e, mesmo assim, não garantido. Uma outra vantagem: status- segundo especialistas, querendo ou não, morar mais alto sempre conferiu um maior status. É como se o morador estivesse por cima. Medo de elevador: para quem tem medo do equipamento, essa é uma das vantagens de morar “baixo”. E por último o valor mais em conta: imóveis no primeiro pavimento custam menos.

Elencamos as desvantagens: Calor, andar mais baixo é mais quente pela proximidade com o nível do solo e outras construções. Quem investe em imóveis nos primeiros pavimentos deve ficar atento à posição da unidade, se poente ou nascente. Barulho: têm as conversas dos porteiros, empregados, ruído do trânsito, as brincadeiras das crianças no playground.

Insegurança é outro item. Quem mora em andares baixos relata ter medo de que invasores escalem muros e paredes para invadir a residência. O receio é também de que, entrando pela portaria, eles batam nas primeiras portas. E por último, mosquitos: se chove (no inverno) ou faz calor (no verão), muriçocas costumam buscar abrigo, e quem mora em andar mais baixo, em geral, sofre mais.

Com essas dicas esclarecemos por que andares mais alto do prédio têm valores de preços maiores do que os mais baixos, além disso, sugerimos também que você analise o custo-benefício e a realidade individual de cada um, por exemplo, se você tem filhos, talvez seja melhor morar no primeiro andar, pois ficará mais próximo do playground e poderá supervisionar as brincadeiras dos rebentos.

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