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Entrevistas

Entrevista com o empresário Pedro Arnaldo Andrade Martins.

DIREITOS - Recentemente o Senhor esteve visitando o Estado de Minas Gerais, com intuito de trazer para nossa região novos empreendimentos?
Pedro Arnaldo – Antes da visita a Minas estive em Brasília assessorando um grupo de empreendedores local do ramo de educação que deseja instalar em nossa região uma nova instituição de ensino superior. Eles buscam uma parcela do mercado que anseia por um ensino diferenciado, aliás, o “diferencial” desse grupo esta no seu objetivo, proporcionar educação de alto nível.

DIREITOS - E em Minas Gerais?
Pedro Arnaldo – Minas é um Estado que tem demonstrado uma competência enorme para unir público e privado. É um governo de oposição que mais tem utilizado o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Minas virou um canteiro de obras! O Governador Antônio Anastásia (PSDB) é administrador e o técnico responsável por um Programa de Governo denominado “Choque de Gestão”, que consiste na recuperação financeira do Estado e em uma mudança nos paradigmas dos serviços públicos, baseado na inovação, na eficiência e na conquista de resultados. Comparando com a Bahia, viramos uma piada! Governar não é mais um discurso demagógico de política de faz de conta, é acima de tudo ter um líder técnico/político que enxergue o futuro pelas vias do desenvolvimento. Até em Brasília, essa transformação já se faz percebida. Os concursos públicos têm dotado a máquina do governo de jovens técnicos idealistas e capacitados para dizer não as antigas “práticas” políticas. Fiz uma visita técnica a Cidade de Uberlândia (650.000 hab.), que recentemente foi apontada pelo Instituto Trata Brasil como a Cidade que apresenta o melhor saneamento do país, e isso têm reflexos diretos na saúde, educação, desenvolvimento, e qualidade de vida.

DIREITOS - Porque Uberlândia?
Pedro Arnaldo – Pode-se afirmar que o triângulo mineiro tem hoje uma ca pital: Uberlândia! Cidade que se destaca por sua organização socioeconômica, suas características empreendedoras, além do seu povo extremamente acolhedor. Convidado pela Diretora de Comunicação da Câmara Municipal, Núbia Carvalho, fui apresentado ao Presidente da Casa, o Vereador Marcio Nobre (PSDC). Seu trabalho é pautado por um novo estilo de administrar uma Assembleia. Homem de visão diferenciada, que pensa em sua Cidade pela perspectiva do crescimento e desenvolvimento sustentável, político que pensa e ama seu Estado. De lá, trouxe novas experiências que quero compartilhar com meus amigos vereadores e meu representante partidário Antônio Cavalcante (PMDB).

DIREITOS: Houve tempo de passar na Capital?
Pedro Arnaldo – Belo Horizonte foi o foco da viagem. Como represento um grupo de investidores na área de energias renováveis, realizei prospecções para empreendimentos de Biomassa e Eólica. Minas é um Estado com forte tendência a essas duas produções de energia que tem o aval dos seus governantes e a estrutura adequada. Foram realizados contatos com empresários de diversos segmentos, que já enxergam o sul da Bahia com potencial para instalação de novos empreendimentos. Já estou articulando com corretores imobiliários e empresários essas oportunidades.

DIREITOS - Não podemos deixar de falar da política local e estadual, estando tão próximo de novas eleições, qual seu olhar?
Pedro Arnaldo – Tenho acompanhado com apenas dois dos meus sentidos o governo local, meus olhos e ouvidos. Sou da ala que acredita que o técnico do time ainda treina nos amistosos, e que não acertou no seu quadro de jogadores. Acredito em novas mudanças, acredito que o prefeito quer acertar, mas o líder tem pela frente diversos obstáculos, organização interna, eleições 2014, o desgaste no enfrentamento de culturas da sociedade: aumento e cobranças de impostos; regulamentação de leis dos processos de transportes; direcionamento e organização da estrutura de base da saúde e educação; e, para ser breve, harmonia interna do que chamo de “sub-poderes”, suas secretarias. No que tange ao governo do Estado, na falarei como partidário e sim como cidadão baiano. Alguém que compara a realidade de Minas Gerais com a Bahia, ou de qualquer outro estado que nos cerca, a exemplo do Espírito Santo e Sergipe percebe que o que falta é competência! A demagogia é o único instrumento de trabalho deste que aí esta, um governador que não conhece seu Estado, que tão pouco sabe onde fica Itabuna ou Ilhéus, e que não tem em seus quadros técnicos ou políticos capazes de perceber que estão perdendo o cavalo selado. Muitos acreditam que após a Copa não teremos mais este grandioso número de obras federais, isso porque, os municípios estão pagando a conta, e isso deve acabar. Não tenho dúvidas que uma mudança na Bahia está muito próxima, as oposições devem escolher um nome que paute pela competência administrativa e política, um baiano que conheça seu estado, que tenha sido Ministro do Brasil, mas que goste mesmo é de trabalhar pela Bahia!

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