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Entrevista com Eliene Conceição Santos, há 23 anos na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna

Há 23 anos na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Eliene Conceição Santos é um exemplo de profissional dedicada e prestativa. Ainda muito jovem, aos 17 anos, chegou à instituição como recepcionista e, hoje, com muita responsabilidade e competência, ocupa o cargo de Assessora Administrativa. Quando o assunto é Santa Casa, fica evidente em palavras, gestos e ações sua paixão pela instituição e pelo trabalho que desenvolve: “Meu amor é eterno pela Santa Casa, eu fui construindo a minha história paralela à da Santa Casa, pois são 23 anos de Santa Casa, e 20 anos de casada.Para mim, existe um tripé muito forte: Eliene, Santa Casa e Família”, frisa.
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Como teve início sua história de amor pela Santa Casa?

Eliene - Cheguei à Santa Casa em 15 de março de 1987, com apenas 17 anos, em um momento muito difícil da minha vida, pois havia perdido meu pai e precisava ajudar em casa. Comecei trabalhando na recepção do Pronto-Socorro, durante dois anos, e depois fui transferida para o Serviço de Arquivo Médico onde fiquei 18 anos. Quando completei 20 anos de Santa Casa, fui convidada para a assessoria administrativa, em substituição a Tereza Araújo, que havia sido minha chefe durante todo esse período de Santa Casa.

Há três anos, ocupa o cargo de Assessora Administrativa. Como é a sua rotina e quais mudanças foram necessárias para se adaptar à nova função?

Eliene ConceiçãoSou responsável pela filantropia da Santa Casa, todo trabalho de prestação de contas, relatório anual para os Ministérios da Saúde e da Justiça e Receita Federal, sou eu que elaboro e cumpro os prazos referentes às documentações com André Wermann. Também sou responsável pelo cadastro dos profissionais de saúde no DataSus. E graças a essa nova função ingressei na faculdade e estou estudando Administração. A Santa Casa agrega muitos valores a minha vida, de estar aqui, de crescer, inclusive para à minha família, meus dois filhos.


Você é um exemplo para seus
filhos...


Eliene Conceição - Sim, sim... e principalmente para minha filha, de 20 anos, que hoje também trabalha na instituição como auxiliar administrativa do CTI, seguindo o mesmo caminho que eu, mas numa condição um pouco melhor. Costumo dizer para ela que almejo que trilhe o mesmo caminho de sucesso que eu tive. A diferença é que ela já veio num período de evolução, trabalha para pagar a faculdade de Psicologia, e eu, não, vim para sustentar minha família, por ter perdido meu pai na época. Por conta de tudo isso, a Santa Casa de Itabuna tem uma importância muito grande na minha vida, me sinto muito honrada de estar aqui, principalmente porque a Santa Casa me deu e continua me dando muitas oportunidades. Acho que é uma troca, quando você ama o que você faz, tudo de bom acaba acontecendo. É o retorno positivo do bem que você faz!


O que de mais importante lhe chamou a atenção nesses 23 anos de instituição?

O que me emociona muito é a evolução da Santa Casa, porque eu cheguei aqui em uma época que não tínhamos, como agora temos, essa quantidade de serviços ofertados e novas unidades. Fico muito emocionada, porque observo um crescimento paralelo, eu cresço como profissional e como pessoa, e vivo também a evolução da instituição. Isso muito me alegra, porque eu gosto muito de estar aqui, e reconheço o valor de estar na instituição, e fazer parte dessa história, desta evolução. Na verdade, a Santa Casa é um ganho para todo mundo, eu não me sinto só na condição de funcionária, me sinto na condição de cidadã, porque é importante para a comunidade que a Santa Casa evolua, ela é a referência de saúde na nossa região.


E os projetos para o futuro?

Eliene Conceição - Espero concluir meu curso, fazer uma pós-graduação na área que já atuo e continuar contribuindo com a instituição. Não consigo me ver fora dela. Eu costumo declarar o meu amor sempre! E a prova disso é que fiz algo inusitado quando completei 20 anos de instituição. Elaborei uma carta de agradecimento à Provedoria, e entreguei ao provedor da época, que era Eric Ettinger. Na oportunidade falei da minha felicidade de ser funcionária da instituição, porque sei que cheguei até aqui por meu mérito, sou muito determinada. Tudo que me proponho a fazer, faço com muita garra, porque a vida não foi fácil para mim, mas eu não fiz disso um problema, fiz disso uma seta para me conduzir sempre para frente!



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Entrevista concedida ao boletim Informação, da SCMI, n° 14.

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