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Entrevista com Renato Costa Presidente do PMDB e candidato a Vice-prefeito de Itabuna

Jornal Direitos - Após as eleições de 2010 o senhor declarou que não mais pretendia disputar eleições, e agora em 2012 o senhor está integrando uma chapa como candidato a vice-prefeito. O que o fez mudar de opinião?

Renato Costa - Realmente esse era o meu desejo. Queria ficar fora de disputas eleitorais e isso não significava estar afastado da militância política, pois continuei presidente do PMDB municipal. Mas as circunstâncias arrastaram-me para a disputa, pois houve uma aliança partidária e a vaga de vice-prefeito coube ao PMDB. Meu partido exigiu que fosse posto o meu nome. Aí vale a pena lembrar o pensador Ortega Gasset que disse: “o homem é a sua própria circunstância”.


JD - Como está organizado atualmente o PMDB de Itabuna?

RC - Em Itabuna o PMDB está organizado com cerca de 400 filiados, com 24 pré-candidatos para a Câmara Municipal; é dirigido por uma comissão executiva provisória composta por cinco membros e o partido está unido em torno da chapa majoritária que integra..


JD - Sendo o PMDB a “menina dos olhos” na disputa das chapas concorrentes nas eleições de Itabuna, qual foi o critério do partido nessa escolha com o atual prefeito Capitão Azevedo do DEM?

RC - De fato todas as forças que estão na disputa eleitoral de Itabuna desejavam ter o PMDB ao seu lado, não somente pelotamanho e importância desse partido, como pelo tempo que dispõe na televisão e no rádio durante o programa eleitoral, salientando o grande prestígio e participação que o PMDB tem junto ao governo federal. Mas o projeto ou plano “A” do PMDB de Itabuna era disputar a eleição na cabeça da chapa e, para isso, depois de uma disputa interna, da qual não participei como concorrente, foi escolhido democraticamente um candidato, ou melhor, candidata, que foi Leninha da Autoescola Regional. Sendo o nome posto pelo PMDB no processo sucessório, aí começou a acontecer o inesperado. Há cerca de um mês atrás, surpreendentemente, dona Leninha resolve desistir, comunicando ao partido que por razões pessoais e particulares não mais seria candidata, oficializando sua renúncia da condição de candidata a prefeita. Em virtude desses acontecimentos inesperados na condição de presidente do PMDB municipal, a direção estadual fez uma recomendação expressa de que eu assumisse a condição de candidato até a convenção municipal, que seria no mês de junho (isso ocorreu em maio), pois seria inadmissível para um partido do porte do PMDB chegar à convenção à deriva, sem uma candidatura própria ou sem um nome com alguma densidade eleitoral. E isso foi o que aconteceu. Dentro desse contexto, avaliamos todos os cenários possíveis, conversando, nos reunindo com todos os partidos e prefeituráveis de Itabuna, e compreendemos que persiste a polarização entre as duas maiores forças eleitorais que são, no momento, o prefeito Capitão Azevedo, do DEM, concorrendo para reeleição, e dona Juçara do PT, representando seu marido, o deputado Geraldo Simões. Diante desse binômio, e chegando próximo a convenção, a direção estadual, juntamente com a executiva municipal, decidiu-se pela composição com o Capitão Azevedo por uma série de motivos: além de fazer uma administração priorizando as camadas menos favorecidas da sociedade e pela tentativa de atenuar e resolver uma infinidade de problemas acumulados principalmente ao longo dos últimos 24 anos, cujas gestões anteriores não foram capazes de encarar. Também pela pessoa do Capitão Azevedo, um homem simples, honesto e bem intencionado e que pretende melhorar o seu desempenho nesse segundo mandato com muito mais experiência e mais fortalecido, tendo como aliado o PMDB do vice-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Geddel Vieira Lima, dentre outros que poderão ajudar a trazer recursos para Itabuna. Por todas essas razões aceitei mais esse desafio em minha vida.



JD - O atual vice-prefeito tem dito que não é ouvido nas decisões tomadas pelo prefeito na administração. O senhor já foi vice. Qual sua opinião sobre isso?

RC - Temos conversado com o prefeito e pretendo manter com ele uma relação de amizade e confiança. Aprendi que a função do vice é uma posição de retaguarda e que pode muito ajudar o titular. Assim é o que estarei disposto a fazer, mas para isso é preciso haver a disposição e o entendimento de um governo de coalizão. O PMDB não fez acordo para ter cargos, e sim para ajudar o prefeito a governar, participando efetivamente da administração e indicando pessoas comprovadamente competentes e honestas. Destes compromissos o PMDB não pode abrir mão.



JD - Qual a data da convenção do PMDB e como estão os preparativos?

RC - Nossa convenção será na próxima quinta-feira, 21, na Usemi, junto com o DEM e demais partidos do arco de alianças do prefeito Capitão Azevedo, onde estarão presentes diversas lideranças do plano estadual e federal da Bahia. Será uma festa pública em que convidamos os amigos e simpatizantes em geral para lá comparecerem a partir das 15 horas.



JD - Uma vez definida coligação majoritária como fica a proporcional?

RC - Os pré-candidatos a vereador pelo PMDB construíram uma chapa para concorrer sem coligação, pois durante muito tempo temia-se que a Justiça Eleitoral não iriaJD - Quais as prioridades do viceprefeito Renato Costa para Itabuna caso seja eleito?

RC - Se nossa chapa for vitoriosa, minha expectativa é de que estarei contribuindo para a melhoria de nossa cidade e de nossa gente, pois acredito na vontade e na capacidade do prefeito Capitão Azevedo de acertar, sem perder de vista que Itabuna é uma cidade difícil, pois os grandes problemas vêm se acumulando através dos tempos e agravamse cada vez mais e precisando ser enfrentados buscando soluções a curto, médio e longo prazo, sendo um dever de qualquer prefeito que tenha responsabilidade e que goste de sua cidade. Mais permitir esse tipo de coligação, pois a legislação seria mudada pelo Congresso Nacional, o que terminou não acontecendo para essa eleição.

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