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Secretaria de Saúde de Ibicaraí promove curso “Saúde sem Racismo” para TACS

ibi

A Prefeitura de Ibicaraí, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Atenção Básica, realizou nos dias 18, 24 e 25 de março, um curso voltado para os Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde (TACS) do município. A ação aconteceu nas dependências do Colégio Ressurgir, localizado em frente à Praça Murilo Benevides (antiga Praça dos Ex-Combatentes), no centro da cidade.

Nas oportunidades, o curso teve como facilitador o enfermeiro e coordenador da Atenção Básica de Ibicaraí, Carlos Cezar Souza Silva Júnior, que abordou temas fundamentais como saúde, racismo, cuidado, equidade e práticas que fortalecem a vida. A formação também proporcionou momentos de troca de experiências, valorizando os saberes do território, as vivências da comunidade e o papel essencial dos agentes como protagonistas na transformação social.

O curso foi direcionado exclusivamente para os Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde (TACS), com carga horária de 30 horas, dividido em cinco módulos:

Módulo I – Cenário Histórico e Racismo
Abordou as raízes históricas da desigualdade no Brasil e como o racismo estrutural se manifesta na sociedade atual.

Módulo II – Políticas em Saúde (parcial)
Enfatizou a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e a organização do Estado para garantir a equidade no acesso aos serviços de saúde.

Módulo III – Determinantes Sociais em Saúde
Explorou como fatores como moradia, saneamento, educação e renda impactam diretamente a saúde da população negra.

Módulo IV – Doenças Prevalentes na População Negra
Tratou de condições que afetam de forma mais significativa esse grupo, como anemia falciforme, hipertensão arterial e diabetes mellitus.

Módulo V – Cuidados Voltados à Saúde da População Negra
Destacou a importância da prática clínica humanizada e do combate ao racismo institucional no cotidiano dos serviços de saúde.

Para o coordenador da Atenção Básica de Ibicaraí, Carlos Cezar, a iniciativa é essencial para qualificar o trabalho dos profissionais. Segundo ele, dados do Ministério da Saúde apontam que a população negra representa a maioria dos usuários do SUS.

“A ideia é reduzir essa desigualdade e oferecer um atendimento que reconheça as vulnerabilidades específicas, além de identificar o racismo institucional e aplicar a equidade, tratando de forma diferente quem tem necessidades diferentes, para alcançar a justiça social”, destacou o coordenador