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Academia de Letras de Ilhéus comemora hoje à noite o centenário de Milton Santos

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Hoje à noite, 5/5, às 18 horas,  na sede da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), no centro da princesa do sul, instituição presidida pelo professor e advogado Josevandro Nascimento (cadeira 14), comemora o centenário de nascimento de Milton Almeida dos Santos, considerado o maior geógrafo do Brasil e um dos melhores do mundo

O cidadão do mundo e baiano de nascimento Milton Almeida dos Santos (Brotas de Macaúba/BA, 3/5/1926 – São Paulo/SP, 24/6/2021) tem uma relação estreita com Ilhéus, onde residiu e lecionou no Instituto Municipal de Ensino (IME), e especialmente com a ‘Casa de Abel’, sendo um dos seus fundadores e da cadeira 35, que atualmente é ocupada pela jornalista e secretaria da instituição, a acadêmica Maria José Teixeira Caldas Schaun (Maria Schaun).

A professora Lurdes Bertol e os professores José Antunes e Marcelo Henrique Dias (cadeira 34 da ALI), irão abordar a trajetória de Milton Santos, as contribuições dele para a geografia e as diversas áreas, bem como a passagem dele pela cidade de Ilhéus, conforme informaram os organizadores do evento comemorativo ao centenário do mestre, os confrades/confreiras Maria Schaun (cadeira 35), Efson Batista Lima (cadeira 40), José Nazal Pacheco Soub (cadeira 38) e Luciana Oliveira do Nascimento/Luh Oliveira (cadeira 3), vice-presidente da Academia de Letras de Ilhéus.

O geógrafo e professor Milton Santos, tornou-se um dos intelectuais mais influentes do século XX, sendo estudado em universidades ao redor do mundo. Sua obra permanece crítica e atual, e nos lembra que um outro Brasil é possível. O homenageado foi eleito membro correspondente da Academia de Letras da Bahia (ALB), por unanimidade, em 26 de novembro de 1998.

Milton Santos, que faleceu em 24 de junho de 2001, possui um vasto currículo e diversos livros publicados, entre eles: “Por uma outra Globalização”. No ano de 1994, ele foi laureado com o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud. Foi consultor da ONU, OIT, OEA e UNESCO e redator do Jornal A Tarde. Tornou-se um personagem vivo da Geografia, contribuindo positivamente para o campo da ciência e enaltecendo as raízes brasileiras, inclusive, problematizando o fenômeno da globalização, sendo professor e palestrantes em diferentes universidades do país e do mundo.