Vacinar é preciso – parte dois
De vez em quando estou a falar sobre vacinação, pois o assunto é muito importante para cair no esquecimento. Com o passar do tempo a vacinação tem evitado o surgimento das chamadas doenças da infância e, daí o descuido de alguns pais que não levam suas crianças ao posto de saúde desde quando as enfermidades evitáveis por imunizantes praticamente desapareceram. Terminei o curso médico em 1 977 e até hoje só vi três casos de tétano, nenhum de difteria(crupe), coqueluche(tosse comprida). que eu tive na infância, um caso.
Entretanto, em alguns países ainda permanecem essas doenças, daí a necessidade da imunização permanente. Já estão longe os casos de crianças morrendo sufocadas pela difteria, as mortes que paralisam os músculos devido ao tétano, os aleijões provocados pela poliomielite(paralisia infantil)
No século XVlll, Edward Jenner, observando que as ordenhadoras de vacas apresentavam feridas nas suas mãos, colocou, mediante escarificão no braço das pessoas , um pouco de pus. Essas pessoas nunca adoeceram de varíola. Estava descoberta a vacinação. Mais tarde, na França, Louis Pasteur obteve a vacina antirrábica e, ainda neste mesmo país, dois pesquisadores, Calmette e Guérin sintetizaram o imunizante contra a tuberculose. Aqueles pesquisadores bem pouco sabiam de imunologia, mas inspirados prestaram e permanecem prestando um colossal serviço à Humanidade.
Hoje, só a varíola não é mais oferecida, porquanto num trabalho de anos , que envolveu milhares de vacinadores em todo mundo, com a vacinações em massa, a terrível enfermidade foi erradicada da Terra. Entretanto, volta e meia aparece um surto de sarampo que é imediatamente controlado, imunizando as pessoas da área a fim de que o agravo não se espalhe, comprometendo os esforços de anos.
Daí, a necessidade de os pais ou responsáveis levarem suas crianças aos postos de saúde para evitar que elas, no futuro, adoeçam de enfermidades graves que os antibióticos não vão poder debelá-las.
Já que vivemos num momento em que a Humanidade livrou-se de tantos sofrimentos, vamos preservar a saúde das futuras gerações, deixando para trás, os episódios quando alguém a bordo de um navio na Antiguidade, se adoecesse de varíola, mesmo vivo, era atirado ao mar.











