Como é bom ver “Ibicaraí” na praça
Ibicaraí, no Sul da Bahia, sempre carregou no nome o peso bom das festas animadas e das ações culturais que marcaram gerações. Nossa micareta, lembrada e comentada até hoje pelo interior baiano, é apenas um dos retratos dessa alegria que nos distingue, desse acolhimento que é quase assinatura do nosso povo.
Apesar de termos diversas praças espalhadas entre o centro e os bairros, sempre existiu uma espécie de vazio no coração da cidade — aquele trecho entre as avenidas Professor Otávio Monteiro e São Vicente de Paula, onde por décadas funcionou a antiga Praça de Táxi (Natan Coutinho). Um pedaço central, mas que transmitia um certo ar de abandono, fazendo com que muitos passassem apressados, quase sem olhar.


Com a reforma, porém, o cenário mudou. O espaço renasceu: ganhou vida, cores, movimento e identidade. Surgiu um espaço moderno, com uma praça de alimentação vibrante, oferecendo desde pratos simples e afetivos até opções mais elaboradas. A população ibicaraiense ganhou um novo point para comer, beber, conversar e ouvir boa música — um convite diário para desacelerar e aproveitar.

A nova Praça Pepê Tavares também abriu portas para o artista local. O palco, bonito e aconchegante, virou vitrine para música, cultura e encontros, criando mais um motivo para visitar e para se orgulhar.
É gratificante ver o dinheiro público, fruto dos impostos que pagamos, transformado em um espaço arejado, pensado para as pessoas, bonito, seguro, com estacionamento, banheiros, bons quiosques e música ao vivo de qualidade. Um lugar para estar, conviver e sentir orgulho de chamar de nosso.
Arnold Coelho
Por mais espaços e ações como esse











