TJBA recebe exposição em homenagem a Santa Dulce dos Pobres
O foyer do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) recebeu, nesta segunda-feira (3), a abertura da exposição “A Última Porta: Arquiteturas do Acolhimento”, em homenagem a Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa brasileira. A mostra reúne obras de 28 artistas, entre fotografias, gravuras, pinturas e esculturas inspiradas na trajetória e no legado de Santa Dulce, conhecida como o Anjo Bom da Bahia.
A abertura da exposição foi prestigiada pelos artistas, além de servidores(as) e magistrados(as). O Presidente do TJBA, Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, participou do evento. A mostra é aberta ao público e pode ser visitada até a próxima sexta-feira (14).
Organizada pela Assessoria de Ação Social (AAS) do TJBA em parceria com a Associação Baiana de Artes Visuais (ABARVI), a seleção dos artistas aconteceu por meio de edital lançado em março de 2026 pela Corte baiana. A iniciativa tem como objetivo dar oportunidade aos artistas baianos.
De acordo com a coordenadora da AAS, Maria Paula Blumetti, a escolha do período para lançamento da mostra foi motivada pelo dia litúrgico de Santa Dulce dos Pobres, celebrado em 13 de agosto. Nesta data, no ano de 1933, a então freira vestiu o hábito litúrgico pela primeira vez. “A exibição apresenta quadros e esculturas que engradecem e homenageiam a santa”, destaca.
Presente no lançamento, a sobrinha da Santa e atual superintendente Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), Maria Rita Lopes, prestigiou as obras, conversou com os artistas e falou da emoção em participar da cerimônia. “Quando chego aqui, identifico várias mensagens sobre os valores de Santa Dulce representadas nas obras”, afirmou.
A exposição reúne artistas que exploraram as mais diversas técnicas para apresentar a trajetória de Santa Dulce e contar histórias pessoais relacionadas à sua vida. Foi o caso de Maria Nazaré Santos, que exibiu o quadro “O Galinheiro de Irmã Dulce”.
A obra faz referência à iniciativa da religiosa de abrigar enfermos de Salvador, em 1940, em um galinheiro. A ação deu origem ao complexo filantrópico OSID. A artista conheceu Irmã Dulce quando tinha apenas 12 anos “Hoje estou muito emocionada em estar aqui, ela é um ser extraordinário”, revelou a artista.
A cerimônia de inauguração, iniciada às 15h, reuniu dezenas de pessoas que compareceram à sede do TJBA para prestigiar as obras e seus autores. A psicoterapeuta Camila Menezes, 42 anos, filha de uma das artistas, destacou a importância de a iniciativa acontecer na sede do Poder Judiciário baiano. “A Bahia merece homenagear essa personalidade, acho importantíssimo que esse espírito de caridade esteja no Tribunal de Justiça, afinal, não existe justiça sem equidade social”.
História de Santa Dulce dos Pobres
Dulce Lopes nasceu, em 26 de maio de 1914, em Salvador. Batizada com o nome de Maria Rita, aos 13 anos já ajudava pessoas em vulnerabilidade social e doentes. Enquanto cursava o mestrado na capital baiana, ingressou na Ordem Terceira Franciscana. Em 13 de agosto de 1933, fez os votos religiosos e adotou o nome de Dulce, em memória de sua mãe.
A religiosa dedicou a sua vida ao cuidado dos mais pobres e necessitados. Era conhecida por pedir ajuda financeira de pessoas da elite soteropolitana para arcar com os cuidados dos enfermos. A religiosa faleceu em 13 de março de 1992, aos 77 anos. Em 2019, foi canonizada pelo Papa Francisco e se tornou a primeira santa brasileira.







