Aos que perguntam: do que se trata a Filosofia Quálica?
A noção de Lei é, em todo caso, subjetiva, porque encontra na consciência humana o campo de sua apreensão; é abstrata, porque resulta da síntese de um considerável número de fatores, relações e experiências; e é positiva, porque sua realidade se manifesta tanto nos fatos dos quais emerge quanto nos efeitos que produz.
Entretanto, entre o fato e a formulação da Lei existe uma dimensão fundamental: a experiência vivida.
É nesse intervalo que se manifesta a Qualia.
A Qualia constitui a dimensão qualitativa pela qual aquilo que ocorre no mundo é experienciado pela consciência. O acontecimento não chega ao Ser Humano como realidade absolutamente neutra: ele é percebido, sentido, significado e integrado à experiência consciente.
Desse modo, a compreensão não resulta apenas da acumulação racional dos fatos, mas da síntese entre realidade objetiva e experiência subjetiva.
O fato fornece o acontecimento; a razão identifica relações e regularidades; mas é a consciência, atravessada pela experiência quálica, que transforma aquilo que foi vivido em significado.
Podemos, portanto, estabelecer o seguinte movimento:
Fato → Experiência → Qualia → Consciência → Compreensão → Síntese → Lei.
A Lei aparece, então, como expressão racional de uma regularidade percebida, enquanto a Qualia revela como essa realidade se apresenta e adquire sentido na experiência consciente.
Nesse sentido, a Filosofia Quálica propõe um deslocamento epistemológico: não basta perguntar “o que é a realidade?”; é necessário perguntar também “como a realidade se apresenta à consciência que a experiencia?”
É nesse encontro entre o mundo que acontece e a consciência que experiencia que emerge o Qualium: não apenas conhecimento sobre a realidade, mas compreensão vivenciada da realidade.
Do fato à experiência.
Da experiência à Qualia.
Da Qualia à compreensão.
Da compreensão à consciência.
Do Quantum ao Qualium.








