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A Academia de Letras de Ilhéus participa de noite de homenagens da Academia de Medicina de Itabuna

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A confreira-presidente Luh Oliveira (Cadeira nº 3), representando os confrades e confreiras da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), prestigiou, na terça-feira (27/10), a noite de homenagens promovida pela Academia de Medicina de Itabuna (AMEI).

A solenidade realizada no auditório da Unimed reuniu médicos, acadêmicos e representantes de instituições culturais do sul da Bahia para celebrar trajetórias dedicadas à medicina, à educação e à saúde regional. Uma solenidade de reconhecimento às contribuições de duas personalidades que marcaram a história da saúde e da educação no sul da Bahia: a professora Renée Albagli Nogueira (Cadeira 32 da ‘Casa de Abel’) e o médico Amilton Gomes da Silva.

Presidida pelo médico Sílvio Porto, a cerimônia reuniu integrantes da Academia de Medicina, profissionais da saúde, autoridades e representantes de instituições culturais da região. Entre os presentes estavam a ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Adélia Pinheiro, e a secretária de Cultura de Ilhéus, Anarleide Menezes (Cadeira nº 14 da ALI)

Durante a solenidade, a professora Renée Albagli Nogueira recebeu o título de Membro Benemérito da Academia de Medicina de Itabuna, em reconhecimento à sua trajetória na educação superior e à sua contribuição para a implantação do curso de Medicina da UESC. O médico Amilton Gomes da Silva foi agraciado com a Medalha São Lucas, distinção concedida em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à medicina e à sociedade regional.

Em seu pronunciamento, Renée Albagli Nogueira, que foi saudada pela médica Mércia Alves da Silva Margotto (Cadeira nº 3 da AMEI), revisitou a trajetória de implantação do curso de Medicina da UESC, recordando os desafios enfrentados, as articulações políticas e institucionais e a participação de diferentes personalidades na concretização do projeto. A professora relembrou as circunstâncias que possibilitaram a criação do curso, sua implementação e a formação da primeira turma de médicos, destacando a importância dessa conquista para o desenvolvimento da região. Entre os nomes mencionados estiveram os das professoras Adélia Pinheiro, presente à cerimônia, e Margarida Fahel.

O médico Amilton Gomes da Silva, aos 90 anos, presenteou os participantes com um pronunciamento marcado pela memória e pelo bom humor. Com mais de seis décadas de experiência profissional, relembrou os diferentes ciclos da medicina, desde os tempos em que iniciou sua carreira, na década de 1960, passando pelas transformações ocorridas nas décadas seguintes, até os avanços tecnológicos contemporâneos e a chegada da inteligência artificial. Ao compartilhar experiências de sua atuação como médico e professor universitário, estabeleceu um diálogo entre o passado e o presente da profissão. Com descontração, arrancou sorrisos da plateia ao comentar que somente agora começava a perceber que estava envelhecendo, apesar dos seus 90 anos.

Em sua manifestação, o presidente da AMEI, Sílvio Porto, ressaltou a importância de preservar a memória daqueles que ajudaram a construir a história da medicina no sul da Bahia, destacando o papel das academias na transmissão desse legado às futuras gerações. Também abordou os desafios impostos pelos avanços tecnológicos, defendendo que a medicina deve preservar sua dimensão humana e que a tecnologia precisa estar sempre a serviço dos médicos e dos pacientes.

A solenidade contou com a participação de cinco instituições acadêmicas e culturais da região: a Academia de Letras de Ilhéus (ALI), representada por sua presidente em exercício, Luh Oliveira; a Academia Grapiúna de Artes e Letras (AGRAL), representada por sua presidente, Josanne Morais; a Academia de Letras de Itabuna (ALITA), a Academia Maçônica de Letras, Ciências e Artes da Região Grapiúna (AMALCARG), representada por seu ex-presidente Washington Farias Cerqueira; e a Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA), representada por seu presidente de honra, Vercil Rodrigues (Cadeira nº 21 da ALI).

A homenagem à professora Renée Albagli Nogueira também foi recebida com especial satisfação pelas Academias de Letras de Ilhéus e de Itabuna, instituições das quais a educadora é confreira, somando à sua trajetória acadêmica e científica uma reconhecida participação na vida intelectual e cultural da região.

A noite foi marcada pelo reconhecimento, pela memória e pela valorização de histórias que se entrelaçam com o desenvolvimento do sul da Bahia, reafirmando a importância de preservar o legado daqueles que, por meio de suas realizações, contribuíram para transformar a realidade regional.