Notícia

Ações do Setembro Amarelo em Itabuna movimentam a Praça José Bastos

Ações do Setembro Amarelo em Itabuna movimentam a Praça José Bastos - Fotos Pedro Augusto (1)

 Quem passou pela Praça José Bastos, no centro de Itabuna, nesta sexta-feira, dia 20, foi recebido com um abraço simbolizando acolhimento, cuidado e atenção. Durante toda a manhã profissionais do Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde abordaram as pessoas para falar sobre a importância dos cuidados com a saúde mental e da prevenção ao suicídio durante a Campanha Nacional Setembro Amarelo.

O evento reuniu todos os serviços do Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), além de atendimentos como aferição da pressão arterial e medição de glicemia. Também estiveram engajados na ação os profissionais do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM) Isabela Seara e do Centro de Referência em Prevenção, Assistência e Tratamento (CERPAT).

“Esse momento é para incentivar a valorização da vida através dos nossos serviços que são oferecidos a quem está em sofrimento e por isso precisa, de acolhimento, atenção e acesso aos nossos serviços de saúde mental”, disse a coordenadora de Saúde Mental, Náira Cruz.

A mobilização reservou ainda um espaço para a escuta psicológica, executada por estudantes da faculdade UNEX.   “É importante cuidar da saúde mental”, disse.

A coordenadora fez alerta para os sinais que podem indicar sofrimento mental. “É importante observar alterações de humor, impactos no trabalho e nas relações sociais e no desenvolvimento escolar. Se a mudança de comportamento durar mais de 15 dias é necessário buscar ajuda profissional de psicólogos ou psiquiatra na Rede CAPs”, disse Náira Cruz.

Ela explicou ainda que o comportamento suicida se instala quando o indivíduo desiste de viver  e pensa que a morte é o melhor caminho. “Chega  em um ponto em  que pessoa planeja o suicídio. Outro  momento  grave é quando a pessoa analisa os caminhos para  tirar sua própria vida”, esclareceu.

Em Itabuna, a procura pelos serviços de saúde e de pessoas acolhidas aumentou 77% nos últimos três anos ,  não só em relação a  tentativas de suicídio e em sofrimento mental, mas em busca por apoio psicológico. “Mas é bom deixar claro que isso não significa que as  pessoas estão sofrendo mais e sim que existe acolhimento na rede”, afirma Naira Cruz.

O psicólogo Tabilo Lavinsky, disse que a saúde mental  precisa ter mais visibilidade. “Às vezes até uma dor de cabeça pode indicar um adoecimento emocional”, avaliou.

O paciente R. R. S disse sofrer de esquizofrenia e faz tratamento no CAPs II, na Rua G, nº 100, Jardim Alamar. Ele afirmou que atualmente tem uma melhor qualidade de vida. “Lá o pessoal é atencioso e amigo. Antes, eu tinha crises, mas hoje estou muito bem”, disse.

SERVIÇO:

*CAPs IA – Rua, nº 247, Bairro Jardim Vitória*

*CAPs AD – Rua E, nº 111, Bairro Banco Raso*

*CAPS II – Rua G, nº 100, Jardim Alamar*

*Ambulatório Psicossocial – Rua Amazonas, nº 144, Bairro Jardim Vitória*